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Home Artigos de Periódicos Científicos Representações Sociais do “Ser Indígena”: Uma Análise a Partir do Não Indígena
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Autor

CORREIA, Silvia Barbosa | MAIA, Luciana Maria

Título

Representações Sociais do “Ser Indígena”: Uma Análise a Partir do Não Indígena

Descrição

O presente estudo trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa descritiva que teve como objetivo conhecer as representações sociais do “ser indígena”, considerando as imagens e significados compartilhados por não indígenas. Como fundamentação, utilizou-se a Teoria das Representações Sociais e referências da antropologia. Em relação ao método, participaram 38 pessoas não indígenas da cidade de Fortaleza, abordadas em locais públicos ou de convivência, que responderam aos seguintes instrumentos: Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), entrevista semiestruturada e questionário sociodemográfico. Para análise das informações coletadas, foram tabelados os dados sociodemográficos e foi realizada uma análise do TALP, considerando a frequência dos termos evocados e a organização do conteúdo em cinco categorias temáticas: sujeito distinto, sujeito primitivo, sujeito de direito, sujeito excluído e sujeito valorizado. Para a análise do corpo textual das entrevistas, utilizou-se o software ATLAS TI, que permitiu, a partir da análise de trechos das entrevistas, a visualização de categorias, a criação de códigos e a elaboração de uma rede semântica, que auxiliou a interpretação dos resultados. As representações acerca do indígena estão ancoradas em um conhecimento prévio que lhe atribui uma condição de sujeito primitivo. A população não indígena, alienada em sua própria cultura, sem contato e experiências com indígenas, reproduz uma violência simbólica e cultural contra esses grupos étnicos. O conhecimento desmistifica os estereótipos e faz com que o indígena possa ser respeitado em sua cultura e, ao mesmo tempo, reconhecido como sujeito de direitos, como qualquer outro cidadão.

This is a qualitative descriptive research that aimed to understand the social representations of “being indigenous” from images and meanings shared by non-indigenous people based on the Theory of Social Representations and anthropological references . To this end, the Word-Association Test (WAT), semi-structured interviews, and a sociodemographic questionnaire were applied to 38 non-indigenous people from the city of Fortaleza approached in either public or social settings. Sociodemographic data were tabulated and information collected by the WAT were analyzed considering the frequency of the terms evoked, organized into five thematic categories: distinct subject, primitive subject, subject of law, excluded subject, and valued subject. The ATLAS.ti software was used to analyze excerpts from the interviews, enabling the visualization of categories, the creation of codes, and the development of a semantic network that favored results interpretation. Results indicate that social representations about indigenous people are anchored in a dated knowledge that places these people as primitives. Alienated in their own culture, without contact and experiences with indigenous people, the non-indigenous population reproduces symbolic and cultural violence against these ethnic groups. In this scenario, knowledge functions as to demystify stereotypes, promoting respect towards the indigenous culture while recognizing them as a subject of rights, just like any other citizen.

Keywords: Social representations; Indigenous; Non-Indigenous

Assunto/palavras-chave

Indígena | Não indígena | Representações sociais

Fonte

Psicologia: Ciência e Profissão, v. 41, p. 1-15, 2021.

Editor

Conselho Federal de Psicologia

Data

valor textual (criação)

2021

Idioma

Português (Brasil)

Gerenciamento de Direitos Autorais

Creative Commons > Atribuição | CC BY

Identificador do recurso

https://doi.org/10.1590/1982-3703003221380

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