Título
A Terra como corpo: a “economia do cuidado” contra as cinzas do “povo da mercadoria”
Descrição
O presente trabalho propõe pensar a agência política da literatura ameríndia diante de uma guerra entre concepções de mundo, terra, ser e pessoa, uma guerra entre a “economia do cuidado” - que sabe que existir é sempre co-existir com pessoas de diferentes espécies e matérias - e o solipsismo do “povo da mercadoria”. Busca-se debater de que forma a resistência indígena e a luta pela terra são imanentes à poética dos povos originários. A literatura como forma de tensionar os limites de nossa ontologia, colocar nosso etnocentrismo e antropocentrismo em questão, abrir nosso mundo tão fechado em si mesmo para outros mundos.
The present work proposes thinking on the political agency of indigenous literature in the face of a war between different conceptions of world, land, being, people, humanity, a war between an “economy of care” (which presupposes that to exist is to always co-exist with people of different kinds of species and materials) and the solipsism of “commodity people”. The aim is to understand how indigenous resistance and the struggle for land are immanent to indigenous people’s poetics. Literature is seen as a way to stretch the limits of our ontology, to put our ethnocentrism and anthropocentrism into question, to open our world (so closed in on itself) to other worlds.
Keywords: Indigenous Literature; Resistance; Land; Anthropocene.
Assunto/palavras-chave
Antropoceno | Literatura indígena - Brasil | Resistência | Terra
Fonte
Alea: Estudos Neolatinos, Rio de Janeiro, v. 23, n. 1, p. 122-138, jan./abr. 2021.
Data
valor lógico
1 de janeiro de 2021
valor textual (criação)
2021

