{"id":8581,"date":"2023-07-20T17:23:39","date_gmt":"2023-07-20T20:23:39","guid":{"rendered":"http:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/?post_type=tnc_col_3853_item&#038;p=8581"},"modified":"2023-11-16T09:00:20","modified_gmt":"2023-11-16T12:00:20","slug":"criancas-huni-kuin-e-suas-redes-de-interdependencias-tensoes-e-negociacoes-nas-configuracoes-da-infancia-indigena","status":"publish","type":"tnc_col_3853_item","link":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/teses-dissertacoes-e-outros-trabalhos-monograficos\/criancas-huni-kuin-e-suas-redes-de-interdependencias-tensoes-e-negociacoes-nas-configuracoes-da-infancia-indigena\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as Huni Kuin e suas redes de interdepend\u00eancias: tens\u00f5es e negocia\u00e7\u00f5es nas configura\u00e7\u00f5es da inf\u00e2ncia ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p>Esta pesquisa, consiste em analisar as redes de interdepend\u00eancia de um grupo de 16 crian\u00e7as da etnia Huni Kuin com idades entre 06 e 12 anos, mostrando as rela\u00e7\u00f5es de poder e tens\u00f5es vivenciadas por elas nos diversos espa\u00e7os nos quais suas vidas v\u00e3o sendo constru\u00eddas. Objetivou-se compreender como as crian\u00e7as, em suas redes de interdepend\u00eancia, veem, atuam e alteram os seus mundos, enquanto sujeitos capazes de dar significado a tudo que fazem, dentro da reticularidade dos territ\u00f3rios e espa\u00e7os da aldeia e das tens\u00f5es que emergem de suas falas, desenhos, pinturas e inter-rela\u00e7\u00f5es. Metodologicamente, para captar essas experi\u00eancias na aldeia, realizei uma interlocu\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica, constitu\u00edda atrav\u00e9s de escuta atenta, caminhadas, desenhos, fotografias, rabiscos de hist\u00f3rias que evidenciam o jeito pr\u00f3prio de vivenciar a inf\u00e2ncia. Como principais referenciais te\u00f3ricos, utilizei: Norbert Elias (sociologia), Michel de Certeau (hist\u00f3ria e sociologia), Aracy Silva (antropologia e inf\u00e2ncia), Manuela Cunha (antropologia), dentre outros. A pesquisa foi realizada em duas aldeias localizadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, estado do Acre, Brasil, a partir da metodologia de pesquisa qualitativa e com aproxima\u00e7\u00e3o em pesquisa do tipo etnogr\u00e1fica. A pesquisa evidencia que as crian\u00e7as Huni Kuin vivem imbricadas dialogicamente com outras crian\u00e7as, com o mundo dos adultos e com as institui\u00e7\u00f5es presentes em seus territ\u00f3rios, a partir de suas perspectivas de ser, atuar e se ver no mundo, como sujeitos de uma categoria geracional espec\u00edfica, atravessada pelo seu tempo, pela sua cultura. Elas participam e procuram estar presentes em todos os lugares da aldeia, quando brincam, pescam, participam do plantio e da colheita do ro\u00e7ado, ou quando contribuem diretamente na organiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o das festividades culturais. As crian\u00e7as Huni Kuin -mesmo estando inseridas em espa\u00e7os culturais cotidianos muito tensionados pelo momento hist\u00f3rico que vivem e, tamb\u00e9m, pela conviv\u00eancia com os adultos e institui\u00e7\u00f5es-, t\u00eam conseguido atuar, negociando e se colocando, a seu modo, nos espa\u00e7os e territ\u00f3rios nos quais s\u00e3o constru\u00eddas as suas viv\u00eancias infantis. E, na medida em que circulam e participam das viv\u00eancias ensejadas nos territ\u00f3rios, conseguem influenciar diretamente nas figura\u00e7\u00f5es presentes na aldeia, como sujeitos sociais, atores e agentes de suas vidas, colocando-se, muitas vezes, em atitude colaborativa frente ao grupo. Nesse movimento, as crian\u00e7as mostram-se capazes de produzir pegadas territoriais autorais em perspectivas reticulares. As crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o ing\u00eanuas e sabem exatamente as press\u00f5es que sofrem em sua pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o social (da necessidade de ajudar a encontrar comida pois de fato n\u00e3o t\u00eam, compreender a amea\u00e7a de invasores, persegui\u00e7\u00f5es variadas etc), quem as representa e o seu significado mais latente, compreendem ainda o medo representativo do poder imposto pelo desmatamento, pela escassez de alimentos e pela deslegitima\u00e7\u00e3o de suas culturas pelo preconceito.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":5007,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","blocksy_meta":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_3853_item\/8581"}],"collection":[{"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_3853_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_3853_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8581"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_3853_item\/8581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8614,"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_3853_item\/8581\/revisions\/8614"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/patrimonio.art.br\/opocedoc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}