Título
Luta por terra no Paraná: o caso da terra indígena Rio das Cobras (1940-1978)
Autor
Assunto/palavras-chave
Indígenas da América do Sul - Posse da terra - Paraná | Reservas indígenas - Paraná
Descrição
A presente tese analisa o caso de invasão e retomada da Terra Indígena Rio das Cobras no Estado do Paraná. O recorte temporal se estabelece principalmente entre os anos 1940 e 1978. No ano de 1942 foi instalado um Posto do Serviço de Proteção aos Índios em Rio das Cobras. É fundamentalmente depois da instalação do poder do Estado através do órgão indigenista que as invasões de terra se intensificaram. Alguns dos seus funcionários foram acusados de torturas e violências contra os Kaingang e Guarani. Após os anos 1950, devido ao Acordo Lupion, as invasões tiveram um rápido crescimento. O Estado não tomou providências com relação às reivindicações feitas pelas lideranças indígenas e, mesmo depois da extinção do SPI e a criação da FUNAI, as invasões continuaram ocorrendo. Ao final dos anos 1977 eram mais de dois mil intrusos tomando mais de noventa por cento da área indígena. Diante de tantos descasos, os povos indígenas conseguiram resistir e articular um movimento de retirada dos invasores. A retomada ocorreu entre o final dos anos de 1977 e o início de 1978, marcando a primeira de muitas outras pelos estados do Sul do país. A liderança Kaingang Argemiro Fernandes e a liderança Guarani Valdomiro Pires de
Lima tiveram papel central na luta pela terra, organizando o movimento. A luta contou com a
participação de indígenas de outras Terras Indígenas e de não indígenas, principalmente de
integrantes do Conselho Indigenista Missionário, formando uma rede de apoiadores. Os
missionários do CIMI foram perseguidos pela ditadura militar acusados de serem os articuladores dos atritos em Rio das Cobras e das organizações de lideranças indígenas no Brasil. A análise privilegia o protagonismo indígena nas articulações por suas demandas. Utiliza-se como fontes: a imprensa na forma de jornais; fontes orais de pessoas indígenas e não indígenas; documentos oficiais do governo como relatórios dos funcionários do SPI em Rio das Cobras; documentos produzidos pelo Serviço Nacional de Informações; documentos produzidos pelo Conselho Indigenista Missionário como boletins de circulação interna e cartas.
Contribuidor/colaborador | Orientador
Contribuidor/colaborador | Coorientador
Contribuidor/colaborador | Membro de banca
BRINGMANN, Sandor Fernando | DURAT, Cristiano Augusto | NOVAK, Éder da Silva
Data
valor lógico
1 de janeiro de 2022
valor textual (criação)
2022
Tipo do recurso
Formato
páginas
422

