Título
“Foi a escravidão”: uma arqueologia histórica de duas cadeias de exceção contra povos indígenas em Minas Gerais, Brasil (1968-1979)
Assunto/palavras-chave
Brasil - História - 1964-1969 | Indígenas > Indígenas da América do Sul - Brasil | Indígenas Krenak | Indígenas Pataxó | Prisão ilegal - Minas Gerais
Descrição
Entre 1968 e 1979, durante a Ditadura Militar (1964-1985) a Polícia Militar de Minas Gerais estabeleceu no Estado duas ‘cadeias indígenas’ de exceção contra povos indígenas de todo o Brasil. Mais de 300 prisioneiros foram internados num regime de exceção sem garantias processuais, tipos penais nem sentenças definidas. Nas ‘cadeias’ imperou um regime de terror, trabalhos forçados e torturas. Também desapareceu nelas ao menos uma pessoa e morreram duas em decorrencia da internação. Uma sentença de 2021 as considera centrais no crime de Genocídio contra o povo Krenak, o que, junto com o caráter ilegal das prisões, as aproxima dos campos de concentração como desenvolverei nesta pesquisa. Até a investigação penal efetuada pelo Ministério Público Federal, a maior parte da bibliografia académica sobre as ‘cadeias’ investiu pouco nos depoimentos dos sobreviventes diretos e nas ruinas ainda presentes nas duas Terras Indígenas onde operaram. Nesta pesquisa me proponho contribuir a corrigir essa assimetria mediante uma arqueologia das ‘cadeias’ que, se apoiando no depoimento dos sobreviventes e nas materialidades registradas arqueologicamente, reconstrói a sua história. Dessa proposta emergem tanto uma compreensão mais acurada do seu funcionamento pautada no padrão espacial das ‘cadeias’ quanto uma discussão da experiência mais próxima dos sentidos da história e temporalidades de dois povos sobreviventes: o povo Krenak e o povo Pataxó.
Contribuidor/colaborador | Orientador
Contribuidor/colaborador | Membro de banca
CABRAL, Mariana Petry | FUNARI, Pedro Paulo | GONZÁLEZ-RUIBAL, Alfredo | QUEIROZ, Ruben Caixeta de
Data
valor lógico
1 de janeiro de 2022
valor textual (criação)
2022
Tipo do recurso
Formato
páginas
404

