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Home Teses, dissertações e outros trabalhos monográficos Crianças Huni Kuin e suas redes de interdependências: tensões e negociações nas configurações da infância indígena
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Título

Crianças Huni Kuin e suas redes de interdependências: tensões e negociações nas configurações da infância indígena

Autor

SOUZA, José Valderí Farias de

Assunto/palavras-chave

Crianças indígenas | Indígenas - Educação | Indígenas Kaxinawá - Usos e costumes

Descrição

Esta pesquisa, consiste em analisar as redes de interdependência de um grupo de 16 crianças da etnia Huni Kuin com idades entre 06 e 12 anos, mostrando as relações de poder e tensões vivenciadas por elas nos diversos espaços nos quais suas vidas vão sendo construídas. Objetivou-se compreender como as crianças, em suas redes de interdependência, veem, atuam e alteram os seus mundos, enquanto sujeitos capazes de dar significado a tudo que fazem, dentro da reticularidade dos territórios e espaços da aldeia e das tensões que emergem de suas falas, desenhos, pinturas e inter-relações. Metodologicamente, para captar essas experiências na aldeia, realizei uma interlocução dialógica, constituída através de escuta atenta, caminhadas, desenhos, fotografias, rabiscos de histórias que evidenciam o jeito próprio de vivenciar a infância. Como principais referenciais teóricos, utilizei: Norbert Elias (sociologia), Michel de Certeau (história e sociologia), Aracy Silva (antropologia e infância), Manuela Cunha (antropologia), dentre outros. A pesquisa foi realizada em duas aldeias localizadas na região amazônica, estado do Acre, Brasil, a partir da metodologia de pesquisa qualitativa e com aproximação em pesquisa do tipo etnográfica. A pesquisa evidencia que as crianças Huni Kuin vivem imbricadas dialogicamente com outras crianças, com o mundo dos adultos e com as instituições presentes em seus territórios, a partir de suas perspectivas de ser, atuar e se ver no mundo, como sujeitos de uma categoria geracional específica, atravessada pelo seu tempo, pela sua cultura. Elas participam e procuram estar presentes em todos os lugares da aldeia, quando brincam, pescam, participam do plantio e da colheita do roçado, ou quando contribuem diretamente na organização e realização das festividades culturais. As crianças Huni Kuin -mesmo estando inseridas em espaços culturais cotidianos muito tensionados pelo momento histórico que vivem e, também, pela convivência com os adultos e instituições-, têm conseguido atuar, negociando e se colocando, a seu modo, nos espaços e territórios nos quais são construídas as suas vivências infantis. E, na medida em que circulam e participam das vivências ensejadas nos territórios, conseguem influenciar diretamente nas figurações presentes na aldeia, como sujeitos sociais, atores e agentes de suas vidas, colocando-se, muitas vezes, em atitude colaborativa frente ao grupo. Nesse movimento, as crianças mostram-se capazes de produzir pegadas territoriais autorais em perspectivas reticulares. As crianças não são ingênuas e sabem exatamente as pressões que sofrem em sua própria configuração social (da necessidade de ajudar a encontrar comida pois de fato não têm, compreender a ameaça de invasores, perseguições variadas etc), quem as representa e o seu significado mais latente, compreendem ainda o medo representativo do poder imposto pelo desmatamento, pela escassez de alimentos e pela deslegitimação de suas culturas pelo preconceito.

Contribuidor/colaborador | Orientador

FERREIRA, Valéria Milena Rohrich

Contribuidor/colaborador | Membro de banca

POOLI, João Paulo | SILVA, Rosa Helena Dias da | VINHA, Marina

Data

valor lógico

1 de janeiro de 2022

valor textual (criação)

2022

Tipo do recurso

Gênero bibliográfico > tese

Formato

páginas

224

Identificador do recurso

https://hdl.handle.net/1884/78518

Idioma

Português (Brasil)

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