Título
Um parente na estante do museu: etnografia sobre Jorminhot, estátua sagrada dos índios Krenak
Assunto/palavras-chave
Arte - Indígenas da América do Sul - Minas Gerais | Indígenas - Religião e mitologia | Indígenas Krenak | Museu Paraense Emílio Goeldi - Coleções etnológicas | Museus e coleções etnológicas
Descrição
Esta tese é uma etnografia sobre Jorminhot, mastro/estátua sagrada dos índios Krenak (macro jê), que se encontra sob a guarda do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém do Pará. Esta estátua foi “coletada” pelo etnólogo Curt Nimuendaju em 1939 no Posto Indígena Guido Marlière, atual Terra Indígena Krenak, leste do estado de Minas Gerais. A pesquisa que fundamenta este trabalho foi construída colaborativamente com algumas lideranças do Povo Krenak, de modo a atender o desejo que tinham de reconhecerem Jorminhot. Pela descrição e análise desta expedição de reconhecimento ao Museu Goeldi, bem como de alguns aspectos das narrativas indígenas, percebe-se que o Museu e os Krenak constroem sentidos divergentes sobre a estátua e sua trajetória, como coleta e roubo, material e espiritual, objeto e parente, réplica e original. Sugere-se que mais do que uma “zona de contato” que coloca em questão significados distintos sobre um objeto, o museu pode ser visto como uma “zona de contato cosmopolítico” dotado de eficácia ritual. Um dos objetivos dos Krenak é obter a restituição da estátua, portanto, essa etnografia busca fornecer elementos para a compreensão da eficácia e significado que os Krenak lhe atribuem.
Contribuidor/colaborador | Orientador
Contribuidor/colaborador | Membro de banca
ALMEIDA E CASTRO, Pedro Rocha de | FIGUEIREDO, Paulo Roberto Maia | GOLTARA, Diogo Bonadiman | HORTA, Andrei Isnardis | OLIVEIRA, Alessandro Roberto de
Data
valor lógico
1 de janeiro de 2019
valor textual (criação)
2019
Tipo do recurso
Formato
páginas
204
Identificador do recurso
Idioma
Gerenciamento de Direitos Autorais
Creative Commons > Atribuição | Não Comercial | Sem Derivações | CC BY-NC-ND

