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Home Teses, dissertações e outros trabalhos monográficos Crianças indígenas visíveis são crianças com direitos: as crianças indígenas na agenda política da proteção da infância no Brasil
  • CRIANÇAS INDÍGENAS VISÍVEIS SÃO CRIANÇAS COM DIREITOS
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Título

Crianças indígenas visíveis são crianças com direitos: as crianças indígenas na agenda política da proteção da infância no Brasil

Autor

LIMA, Rayanne de Sales

Assunto/palavras-chave

Crianças indígenas | Infanticídio | Lei Nacional de Adoção

Descrição

Esta pesquisa se propõe a analisar a formação da agenda política em torno da temática da infância indígena. Detalhamos os procedimentos que estabeleceram como alternativa, dentre várias soluções, a inclusão de parágrafo exclusivo sobre a colocação de criança indígena em família substituta no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Essa alteração realizou-se por meio da Lei Nacional de Convivência Familiar e Comunitária - LNCFC. Empregamos o modelo de múltiplos fluxos desenvolvido por Kingdon (2016) como lente analítica para identificar os fatores considerados determinantes pela teoria para as transformações da agenda. Verificamos que o processo de ascensão das crianças indígenas à agenda política se deu por meio caótico e não linear, e inverteu a lógica clássica de formulação de políticas públicas. A ascensão de garantias específicas para as crianças indígenas à agenda política nacional da infância compreendeu encadeamentos não sequenciais de problemas, de alternativas, e eventos no fluxo das políticas, que se desenvolveram de forma correlacionada e não sequencial. As ONGs Atini e a Jocum atuaram como empreendedoras de políticas da pauta “infanticídio” e forma determinantes para a abertura da janela de oportunidades, na qual foram apresentadas alternativas em reação a própria proposta dessas ONGs, que culminaram na inclusão das crianças indígenas na proposta da LNCFC. Identificamos disputas entre a Atini/Jocum e a Funai pelo controle da narrativa predominante relacionada aos encaminhamentos sobre o problema. Destacam-se, no processo, os elevados índices de mortalidade infantil na região centro-oeste, que conferiram visibilidade ao tema das crianças indígenas. Ademais, a existência de alternativa que priorizasse o direito das crianças indígenas em permanecer junto ao seu povo, justamente após o fim da CPI da desnutrição foi fundamental para o estabelecimento de uma regra mais rígida para a colocação de crianças em família substituta como a única alternativa oficializada no texto final da LNCFC.

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Contribuidor/colaborador | Orientador

SILVA, Eduardo Moreira

Contribuidor/colaborador | Membro de banca

GUIMARÃES, Juarez Rocha | SOARES, Leonardo Barros

Data

valor lógico

1 de janeiro de 2021

valor textual (criação)

2021

Tipo do recurso

Gênero bibliográfico > dissertação

Fonte

Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais para obtenção do título de mestre.

Idioma

Português (Brasil)

Abrangência/Cobertura | local

Brasil > MG > Belo Horizonte

Gerenciamento de Direitos Autorais

Creative Commons > Domínio Público

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